7.1.14

(no próprio peito a)

ele vai ao teatro. No palco, a dor. Ele sente piedade, ele chora. No palco, a dor. Ele se compadece profundamente, porque ele é sensível ao sofrimento, à música, à cenografia. No palco, a dor. A dor é bonita. Ele tenta guardar as lágrimas na concha de uma das mãos. Ele quase sente orgulho. São tão bonitas. Ele é uma pessoa tão boa. Ele se sente leve. No palco, a dor. É tão bom ir ao teatro. Agora ele está livre, indene. Na rua, a dor. Em casa, a dor. No quarto, a dor. No peito daquela que dorme ao lado, a dor. A dor é tão vulgar