(esse não é definitivamente não é um blog de jornalismo cultural esse é um blog memorialístico: primeiro buceta, depois ozu)
uma vez eu bimbei e rolou sangue. eu tenho medo de sangue. nego diz que o sangue dá uma incrementada no negócio. eu tenho medo de sangue. mas dá mermo. a carga estética do sangue menstrual (existe mesmo toda uma paleta de vermelhos. você descobre isso com o tempo. tem a ver com a alimentação etc. né. pois é). no meio do amorzinho, ela, que tava por cima, abriu os olhos, me olhou no rosto e começou a rir. ela ria muito. aí ela começou a remar devagarinho. ela continuava rindo. mas não parava de remar. devagarinho. ela chegou lá rindo. amoleceu. encaixou o queixo na minha clavícula e disse, ainda rindo, baixinho, molinha molinha, ofegante: wil... son
a expressão no rosto dela, que eu não podia ver direito, mas que até hoje imagino, é pra mim, ainda hoje, a imagem da felicidade
me chamo walmor. prazer
